Quem inventou esses clichês?

Quer saber? Nunca concordei com o clichê de que “Quem ama não vai embora”. Além da amizade, do amor, ou de qualquer tipo de laço que una duas ou mais pessoas, existe em cada uma delas uma vida própria e intransferível. Existe em cada ser humano sonhos e projetos pessoais (e até divinos) que não serão realizados permanecendo-se no mesmo lugar ou da mesma maneira. Vivo dizendo (e vivendo) que mudanças são necessárias em qualquer instância.

Permanência, de uma maneira geral, atrai comodismo; e se pra sair da zona de conforto for necessário, fisicamente, ir embora, é melhor que se vá. Considero a dor da perda menos pior do que a dor de saber que nunca mudou. Sei que dói partir, porque já parti e já fui partida. Sei que dói abrir mão, porque já abri e, de vez em quando, ainda procuro uma delas pra segurar. Sei que dói renunciar, porque já renunciei e até já fui renunciada, mas descobri que mesmo com todas essas partidas, renúncias, idas e voltas o preço que se paga por permanecer sempre o mesmo é muito maior.

Ps.: Queria eu, ser de verdade, tão fria quanto essas palavras quando trata-se de part(idas).

(Isadora Bersot)

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