Cansada e idiota

Tô cansado de me doar por completo, doar o que eu nem sabia que tinha pra quem se quer me oferece as mãos.

Tô cansada de muita gargante se nem as letras saem do papel e a voz continua como um grito mudo.

Tô cansando de você. Na verdade não estou, mas quero. Deve doer menos se essas palavras já tiverem efeito anestesiante. Será menos doloroso se eu acabar me cansando um dia de fato.

Eu, idiota, ofereceria até a minha alma se fosse preciso por você.
Eu, idiota, cumpro aquilo que nem mesmo prometi.
Eu, idiota, tô cansada de tudo, cansada de tudo que me lembra você.

Cumpra sua palavra, ou ao menos, tenha a decência de não mais invocá-las.
Palavras tem sim poder libertador, mas não sei ainda se são delas ou de você que eu preciso me libertar.

(Isadora Bersot)

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