Caixinha de lembranças

Escrever pra mim tem sido um alívio. Um anti-depressivo. Uma fechadura aberta na gaiola. Palavras tem sim um poder libertador.

A saudade tornou-se minha melhor amiga já que você não está mais aqui comigo. Desculpe se nossas estradas mudaram, se quem comanda nossos barcos decidiu  mudar as rotas traçadas anteriormente por nós.

O dia que quiser me encontrar, sabe muito bem qual o meu endereço e meu telefone. Espero, sinceramente, que não se esqueça, ou se esquecê-los, que ao menos o meu nome ainda permaneça em sua memória imprevisível.

Difícil pensar que em um futuro distante isso fará parte apenas de um passado obscurecido pela realidade. Lembrar-me de tudo me traz uma certa melancolia sob a qual, até mesmo as palavras, não geram efeito algum.

Há pouco tempo, peguei-me doente e o médico disse que, após a cura, eu estava imune. Uma pena que ainda não descobri o que me deixa imune a pensar.

Meu inconsciente berra pra mim: “Não pense demais!”, e apesar de saber que ele está certo, não consigo seguir seus sábios conselhos. Mas sabe, sei lá, tô aprendendo que de vez em quando é bom deixar o mundo girar por si só.

(Isadora Bersot)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s